Segunda-feira, Setembro 28, 2009

E no fim, todos ganham.

Curioso, mas é precisamente na hora dos resultados que os discursos se voltam para a vitória. Não importa se temos mais ou menos votos que antes, não importa se fomos mais votados que outros, o que importa é procurar aquele ou aqueles pontos em que se esteve menos mal e fazer disso bandeira, até porque está aí mais uma campanha.

Curioso, ainda, é verificar que numa das legislações mais contestadas o povo voltou a escolher o mesmo rumo, talvez de uma forma mais perigosa, mas responsável. Espero que agora calhe a todos. É preciso humildade de para trabalharem ao serviço dos que os elegeram.

Cá estaremos, espero eu que como cidadãos activos a participar no crescimento de todos.

Terça-feira, Julho 07, 2009

O jogo da minha vida...



Foi de outro mundo. Um ano que podia ser tudo...acabou por não ser nada...guardo este jogo. Lembra-me aquele dia em que fiquei no sofá à espera de ver o Figo marcar um golo à Inglaterra. É tão bom quando nos superamos. Tem sido difícil fazer depois o mais fácil.

Quinta-feira, Junho 25, 2009

Transparência...


Talvez não se lembrem, mas eu lembro-me bem, de tão transparente que era.
No meu tempo, as escolas públicas ficaram todas laranjas, os autocarros da (amarela) carris, ficaram laranjas, os caixotes do lixo...adivinhem...laranjas. Ah, ainda me lembro de uma saída na Via do Infante para Boliqueime, essa metrópole.

Quinta-feira, Junho 18, 2009

Fair play...



Quarta-feira, Junho 17, 2009

Popular vs Populismo



Saí segunda-feira do CCB do concerto do Camané com a convicção de que o Fado é cada vez mais do povo. Não de uma classe em especial, mas do povo. O Fado fala das ruas da cidade, dos becos cinzentos, do rio, das tardes quentes, das marchas, de sardinhas e de poetas. Não é erudito, mas na segunda fiquei convicto de que o Fado pode ser o que quiser. Habituei-me a ouvir a Amália cantar todo o tipo de canções, e chamavam-lhe Fado. Aceito, assim como acontece o mesmo com o Camané, a Mariza. O Fado tem de ir para além do fatalismo, das saudades,... O Fado pode juntar-nos de novo à volta de uma bandeira importante de todos os povos, a sua Cultura. Ouvi-lo cantar acompanhado de uma orquestra, mais uma vez, e do Mário Laginha faz-me pensar que é possível pegar na nossa Cultura popular e transformá-la num ponto de união. Ouvir os nossos poetas cantados, não é melhor do que deixá-los escondidos na poeira dos livros.

Antes, ainda em casa, estava a ver um apanhado da comissão parlamentar sobre o BPN. Estava a ouvir a intervenção do deputado Nuno Melo. Por momentos pensei que me tinha enganado e que quem estava a ser interrogado era o Dias Loureiro ou o Oliveira e Costa. Tamanha agressividade, só podia, pensei eu. Mas não era. Era ao governador do BP. !!!???
Ok, aceito que podia ter sido feito mais qualquer coisa na supervisão, mas...há umas semanas vi os mesmos deputados com o Oliveira e Costa e parecia uma conversa de velhos amigos a contar piadas.
É com isto que não me identifico, este populismo fácil. Parece que andam atrás de ter mais quota de mercado, e para isso vale tudo. Continuo a pensar que estão ali ao "meu" serviço. Só que não conheço as ideias, as propostas, não conheço as cedências, só conheço as palmas aos nossos e os apupos aos outros. É triste!

Voto no Camané! Voto nos Figos e até dos Cristianos Ronaldos que nos fazem deixar aquilo que estamos a fazer só para os ver representar o nosso país, a nossa cidade,... Voto naqueles que me inspirarem. Voto naqueles que me fizerem sair à rua. Voto em Portugal, voto na mudança e voto cada vez mais com mais atenção e infelizmente, com mais dificuldade.

Domingo, Junho 07, 2009

Eleições

E o ciclo volta a mudar. É assim desde que me conheço. As pessoas vão ficando insatisfeitas, e chega a altura em que o voto muda, ou será que o que muda é mesmo o partido. Vendo bem com atenção, votaram cerca de 3,5M de portugueses, e o que impressiona é que ficaram por ir votar quase 5,9M. Só para apimentar, os votos brancos e nulos somados, dão 6,63%, o suficiente para inverter o resultado das eleições.

Vivemos em constante insatisfação e será sempre assim, ciclicamente, muda o governo, mantém-se a contestação.

Vejo cachecóis a serem agitados em comícios, ouço cânticos de estádio a festejar estes resultados. Vivemos uma clubite desenfreada e irresponsável. Precisamos de pessoas capazes de entusiasmar verdadeiramente os eleitores. Precisamos de gente com paixão a falar para as pessoas, a chamar as pessoas para serem partes integrantes das decisões importantes sobre as suas vidas.

Precisamos, nós também, de ser interventivos, participativos e acima de tudo, exigir responsabilidades aos partidos que governam o país há mais de 20 anos. Temos de exigir uma oposição mais responsável, mais construtiva, pois foram eleitos para representar não para contrapôr. A responsabilidade pela abstenção é de todos, mas mais uma vez, é preferível saudar os vitoriosos internos e desresponsabilizar as derrotas.

Viva o desinteresse e o oportunismo político!
Viva a praia, o sol e os centros comerciais!
Vivam os quase 6 milhões de nadas!

Quarta-feira, Maio 27, 2009

O debate do Marinho



Confesso, não sei como este senhor aguentou sentado, ao lado desta senhora que manipula informação. Há anos que isto acontece, e seguimos todos atrás. Faltam espaços de informação séria, com a intenção de esclarecer, de mostrar todos os lados da história.

Mete nojo! Estou aqui a ouvir e com uma vontade de grrr...

"Você está aqui sistematicamente a fazer acusações, você está aqui a fazer um julgamento disfarçado de entrevista..."

continua... onde é que eu assino Sr. Marinho Pinto?


Só para não sermos dois ignorantes em relação ao dito código deontológico, aqui fica:

Código Deontológico do Jornalista
Aprovado em 4 de Maio de 1993

1. O jornalista deve relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade. Os factos devem ser comprovados, ouvindo as partes com interesses atendíveis no caso. A distinção entre notícia e opinião deve ficar bem clara aos olhos do público.

2. O jornalista deve combater a censura e o sensacionalismo e considerar a acusação sem provas e o plágio como graves faltas profissionais.

3. O jornalista deve lutar contra as restrições no acesso às fontes de informação e as tentativas de limitar a liberdade de expressão e o direito de informar. É obrigação do jornalista divulgar as ofensas a estes direitos.

4. O jornalista deve utilizar meios legais para obter informações, imagens ou documentos e proibir-se de abusar da boa-fé de quem quer que seja. A identificação como jornalista é a regra e outros processos só podem justificar-se por razões de incontestável interesse público.

5. O jornalista deve assumir a responsabilidade por todos os seus trabalhos e actos profissionais, assim como promover a pronta rectificação das informações que se revelem inexactas ou falsas. O jornalista deve também recusar actos que violentem a sua consciência.

6. O jornalista deve usar como critério fundamental a identificação das fontes. O jornalista não deve revelar, mesmo em juízo, as suas fontes confidenciais de informação, nem desrespeitar os compromissos assumidos, excepto se o tentarem usar para canalizar informações falsas. As opiniões devem ser sempre atribuídas.

7. O jornalista deve salvaguardar a presunção de inocência dos arguidos até a sentença transitar em julgado. O jornalista não deve identificar, directa ou indirectamente, as vítimas de crimes sexuais e os delinquentes menores de idade, assim como deve proibir-se de humilhar as pessoas ou perturbar a sua dor.

8. O jornalista deve rejeitar o tratamento discriminatório das pessoas em função da cor, raça, credos, nacionalidade, ou sexo.

9. O jornalista deve respeitar a privacidade dos cidadãos excepto quando estiver em causa o interesse público ou a conduta do indivíduo contradiga, manifestamente, valores e princípios que publicamente defende. O jornalista obriga-se, antes de recolher declarações e imagens, a atender
às condições de serenidade, liberdade e responsabilidade das pessoas envolvidas.

10. O jornalista deve recusar funções, tarefas e benefícios susceptíveis de comprometer o seu estatuto de independência e a sua integridade profissional. O jornalista não deve valer-se da sua condição profissional para noticiar assuntos em que tenha interesse.